Quinta-feira, Setembro 27, 2007

SERENIDADE

serenidade é uma força que cria grande confiança e poder. ela capacita-me a permanecer calmo e estável frente a qualquer situação. como um MESTRE permaneço em PAZ comigo mesmo e sei que ao permanecer sereno posso influenciar tudo á minha volta. cada pensamento meu é como uma onda...sauve..gentil e incrivelmente poderosa. sou como um OCEANO

1 comentários:

TRADER or FACILITATOR disse...

Rompimento

Venho escrever-te
Abrir meu coração
Pois não tenho coragem para ver-te
E dizer-te,
Tremente de emoção,
Que temos de esquecer todo o passado

Não sei que coisa estranha aconteceu
Mas eu já não sou eu
E não posso mais ser
Tudo o que fui para ti.
Chorei,
Sofri,
Lutei
Mas fui vencida
Foi Deus que assim quis!

Perdoa…
E sabe perdoar quem tem alma boa
Mas sou muito infeliz,
Infeliz, sim, por sentir-me algemada,
Escravisada,
Por esse teu amor
Que me domina,
E me amofina
E só me causa dor

Tudo acaba na Vida,
A própria Vida acaba e o que resta é nada
Na roseira florida
Uma rosa em botão
Linda e perfumada,
Em breve seca e cai inanimada
As pétalas sem cor
Perdidas pelo chão

Nada
Nada ficou
De toda essa beleza.
E de todo o perfume e de todo o frescor
Só resta pó
Que o vento dispersou
E se perdeu

É assim o amor
Quando só tem raízes materiais
Quando não é bendito pelo céu
E não brota da alma
Como o botão de rosa
Fenece,
Eleva-se até Deus como uma prece,
Sentida, dolorosa
E nunca volta mais

Eu quero calma,
Quero viver a vida em liberdade;
Ser como a andorinha
Que sabe bem fugir da tempestade
Quando ela se avizinha.
Quero fugir da treva,
Quero luz,
Essa luz que me aquece e que me enleva,
Deixar a minha cruz
Que não posso mais tempo suportar
E levei ao Calvario

Perdoa…
Sei que és bom, generoso
E sabes perdoar.
Há muito ando a mentir
Fingindo que te dou
O que não tenho mais para te dar.

Tudo em mim acabou
Acaso não tens visto,
Sentido,
Adivinhado,
Que estando junto a ti,
Estando a teu lado
Eu já aí não estou, já não existo
E que morri?
Morri…
É matéria só, a alma não.
É o corpo, não é o coração
Que está ao pé de ti

Deixa-me em paz!
Foste bom para mim
Ao estar enfraquecida
E desvalida
Eu contraí contigo
Uma dívida de atroz gratidão
Paguei-a, está saldada.
Pequei, foi meu castigo,
Mas não te devo nada

Tenho sofrido tanto
Dia a dia
Tento vencer minha covardia
Dizendo-te de frente
Sem temor e sem pranto
Que o cálice de Del que eu bebia
Não podia bebe-lo eternamente.
Mas não tinha coragem
Tinha medo
Pavor
De enfrentar a tua dor
Teu amor
Que me julgava ter em vassalagem
E medo

Ficava transformada num penedo
Deixava-me arrastar
Nada dizia…
Possivelmente ria…
Mentia
Cá dentro o coração ia chorar

Tinha medo de ti e tinha pena
De te fazer sofrer
Porque eu, afinal, sou mulher
Não sou hiena
E não te queria ver
A chorar por amor
Numa dor
Que apenas a compaixão
De todo o coração
De mim podia ter
E dó…não é amor.
E assim passaram anos de agonia
E assim levei a cruz até ao fim
Esperar, um dia mais, já não podia
Já não posso mentir
E aqui venho pedir
Perdão
Comiseração
E se sentes ainda amor por mim
Peço-te a minha carta de alforria
E a tua resignação

Não posso mais. Deixa-me em paz e calma
Para orar a Deus o seu perdão
Afasta-te de mim, tem compaixão
Por esta pobre alma
Que tanto tenho sofrido só por ti.
E pensa conformado
Que foi um sonho apenas o passado
E que eu…que eu…MORRI!