Divino Espírito Santo A vós me ofereço em amor. Estou perfeito, alegre e forte, tenho amor e muita sorte. Sou feliz, inteligente. Vivo positivamente. Tenho PAZ. Paz de Paz… Sou um sucesso, tenho tudo quanto vos peço. Acredito firmemente no poder da minha mente, porque é Deus no meu subconsciente. Aleluia, Aleluia, Aleluia nos Céus. Ámen Mirita

1 comentários:
Pessoal dê uma lida nesta matéria aqui.
>
> É de arrepiar
>
> Entrevista de Marcola do PCC ao Globo
>
> Como diz o entrevistado, necessário se torna uma reforma política global,
> uma verdadeira revolução para acabar com todos os corruptos, inclusive,
> claro, os legalizados.
>
> LER ATÉ O FIM.
> ISTO É PREOCUPANTE
>
> Entrevista de Marcola do PCC ao Globo
> Para quem assistiu o filme " Cidade de Deus " essa entrevista do
> Marcola apenas reforça a
> mesma mensagem , já existe uma " nova sociedade brasileira " cujos
> valores
> morais , éticos e sociais foram aprendidos na dura realidade da
periferia,
> das favelas , do
> narco-tráfico . Seus heróis são os donos das bancas de droga ou
> aqueles que já mataram
> dezenas de pessoas e que são impiedosos com a burguesia .
>
>
>
> Há alguma forma de mudar o curso da história brasileira ?
>
> Talvez, mas isso exigiria uma profunda reforma política , judiciária ,
> penitenciária e
> principalmente moral mas isso não interessa a uma minoria corrupta que
> quer continuar usufruindo de todos os previlégios e impunidades mesmo a
> custa do crescimento assustador e incontrolável dessa
> " nova sociedade brasileira " .
>
>
> Pra quem acredita que os "chefes do tráfico" são todos ignorantes,
> leiam isso...
>
> 23/05/2006
>
> Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o
> problema.
>
>
> - Você é do PCC?
> - Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e
> invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era
> mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração
> rural, desnível de renda,
> poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que
> fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós?
> Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas
> sobre a "beleza dos morros ao amanhecer",
> essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês
> estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência
> social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...
> - Mas... a solução seria...
> - Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já
é
> um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de
helicóptero
> por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos
> bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto
> nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na
> educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que
de
> uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática
> secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que
os
> 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do
> Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do
> processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre
> polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference
calls
> entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria
> numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou
seja:
> é impossível. Não há solução.
> - Você não tem medo de morrer?
> - Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês
não
> podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora....
Nós
> somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no
centro
> do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira
da
> morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros
> bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa
> cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário,
> desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes,
em
> "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha...
> Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu
> leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são
> estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais
> proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo
> aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se
> diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da
> cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações
feitas
> "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de
uma
> espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura
> assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet,
armas
> modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma
> mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
> - O que mudou nas periferias? - Grana. A gente hoje tem. Você acha que
quem
> tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda?
> Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que
> vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna,
> rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha,
> ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos
> métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em
> terreno próprio. Vocês, em terra estranha.
> Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados.
> Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês
> têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos
> transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós
> somos ajudados pela
> população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são
> regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos
globais.
> Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem
assim
> que passa o surto de violência.
> - Mas o que devemos fazer?
> - Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem
> deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas
> paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que
> grana?
> Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está
> quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula
ainda
> aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai
> lutar contra o PCC e o CV?
> Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de
> êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A
gente
> já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers
> aí...Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas...
> Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas
> mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?
> - Mas... não haveria solução?
> - Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a
> "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma
> autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na
> moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e
> vocês... não têm saída.
> Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há
> solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do
> problema. Como escreveu o divino Dante:
> "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças.
> Estamos todos no inferno.
>
>
> Jornal: O GLOBO
> Autor:
> Editoria: Segundo Caderno
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